Mosquito Aedes. Dengue

03:21:00










PLANO DE AULA 


Lição de saúde: mobilize a classe numa guerra contra a dengue

Objetivo(s) 
Analisar, identificar e divulgar os meios de proliferação do mosquito da dengue.
Ano(s) 
Material necessário 
Reportagem da Veja:
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução
A turma já conhece o bastante sobre a dengue? Todos sabem apontar os locais preferidos pelo Aedes aegypti? Com o assustador crescimento da epidemia no Brasil, muito se ouve a respeito. E, como acontece na maioria das vezes, o assunto torna-se tão comentado que as pessoas pensam dominá-lo por completo. Em matéria de saúde, no entanto, todo conhecimento é pouco. Há lugares insuspeitáveis onde o mosquito pode depositar seus ovos. O texto de VEJA cumpre sua missão como guia para evitar que a doença se alastre ainda mais. O resto cabe a cada um de nós. Aprender e comunicar, eis o papel desta aula, destinada a proporcionar aos estudantes as condições necessárias para que atuem decisivamente junto aos colegas e à comunidade escolar.

Faça um levantamento da existência de possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti no colégio ou na comunidade. A lista deve incluir aquários destampados e sem peixes, balanços feitos com pneus, baldes, bromélias, caixas d'água destampadas, calhas entupidas, vasos de cemitério, cercas de bambu, copos d'água "para o santo", entulhos, lixões, filtros de água e moringas destampadas, plantas mergulhadas em água, lajes entupidas, lonas de piscina, muros com cacos de vidro, pingadeiras (que, dependendo da região, são chamadas de goteiras), bebedouros de aves e outros animais, piscinas sem água tratada, pneus, pratinhos de vasos, ralos, troncos ocos e vasos sanitários fora de uso.

Providencie material necessário para a confecção de cartazes, faixas e buttons: material destinado à divulgação de medidas preventivas contra a dengue.

Encarregue a turma de procurar, em revistas e jornais, artigos relacionados às epidemias que aconteceram em outras épocas no Brasil (febre amarela no Rio de Janeiro em 1903, por exemplo) como forma de levantamento das medidas preventivas adotadas naquele momento. Esse levantamento pode ser usado para um debate sobre as causas do aumento atual da reprodução do Aedes aegypti, uma vez que o inseto transmissor é o mesmo. Inclua uma pesquisa sobre a biologia do mosquito e das doenças transmitidas por ele.
Para saber mais
Procurado. Morto

Ele mede cerca de 5 milímetros, não zune ao voar e ataca apenas durante o dia. O Aedes aegypti chegou ao Brasil vindo da África, nos navios negreiros. A fêmea, hematófaga, nutre-se do sangue de animais, do qual obtém a albumina, proteína necessária para o amadurecimento dos ovos. Vive cerca de 45 dias, período em que produz até 300 ovos e pode contaminar igual quantidade de pessoas. Algumas condições são ideais para a reprodução do mosquito: água parada e limpa e temperatura ambiente entre 26 e 28 graus Celsius. Acima dos 30 ou abaixo dos 8 graus, sua reprodução é inviável. A 42 graus, ele morre.

Depois de apresentar a reportagem aos jovens, organize-os em equipes e proponha a produção de um trabalho de campo voltado para a identificação de possíveis criadouros do inseto. Eles podem começar pela própria escola, mas é interessante que a tarefa se estenda à vizinhança e à comunidade. Peça que registrem os tipos e as quantidades de focos encontrados.

Após o levantamento, será possível elaborar um mapa da região escolhida com os pontos dos viveiros assinalados. Tabelas e gráficos elaborados com os dados obtidos também ajudarão a garotada a conhecer melhor a realidade ¿ além de configurarem ótimos exercícios. Feito isso, inicie os preparos de uma campanha de sensibilização, conscientização e intervenção voltada ao combate da epidemia. Lembre os números computados no país: mais de 50.000 casos já foram notificados pelos órgãos de saúde.

Numa segunda fase, os grupos, munidos de lentes de aumento, devem procurar, nos focos anteriormente pesquisados, larvas de insetos para identificação em laboratório ou na sala de aula (para facilitar, apresente as imagens do quadro abaixo). Oriente-os a coletar, em tubos de ensaio, não só a larva, mas também um pouco da água do local da coleta. É uma forma de preservar ao máximo as condições ambientais em que os mosquitos se encontram. Vale recomendar que os jovens fechem o tubo com algodão ou compressa de gaze dobrada. Passados entre 7 e 10 dias, as larvas sofrerão metamorfose e o adulto emergirá. Ainda com auxílio da lupa e das figuras do quadro, identifique se o inseto recém-nascido é um Aedes aegypti.

Promova a divulgação dos resultados por meio de cartazes, panfletos e fotografias do inseto, mostrando os locais de coleta em que as larvas foram encontradas. Comissões de alunos e habitantes da região podem ser formadas, então, para ajudar a eliminar os focos e notificar os órgãos públicos.

É importante que algumas informações sobre a doença sejam enfatizadas. Existem duas formas de dengue, a clássica e a hemorrágica, que é fatal. A clássica ocorre se a pessoa for picada pela primeira vez e contaminada pelos subtipos 1 ou 2 do vírus. Os sintomas aparecem de 3 a 15 dias após a picada, dependendo do estado imunológico do indivíduo. A febre costuma durar de 3 a 8 dias e pode causar pequenas bolhas vermelhas em algumas regiões do corpo, como pés, pernas e axilas. Na maioria das vezes, o organismo doente precisa de uma semana para se curar. O cansaço e a falta de apetite, no entanto, podem demorar até 15 dias para sumir.

Se a pessoa for novamente picada e contaminada, dessa vez pelo subtipo 3, pode desenvolver a dengue hemorrágica. As feridas ocorrem em pequena quantidade na mucosa nasal e nas gengivas. De acordo com as estatísticas, a probabilidade de morte na primeira manifestação da doença clássica é zero. Contraída a segunda infecção ou a dengue hemorrágica, a taxa sobe para aproximadamente 3%.

Estima-se que em todo o planeta ocorram anualmente cerca de 50 milhões de casos de dengue, principalmente nas regiões mais pobres - como o sudoeste asiático, a África e parte das Américas. A moléstia, causada por um vírus do tipo flavivírus, com quatro subtipos, é transmitida pela fêmea contaminada do Aedes aegypti.

Veja também:
FONTE: NOVA ESCOLA

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